Influenciadores da Magistratura – A renovação do serviço público por meio das redes sociais

Juízes se engajam em projetos pessoais para levar conhecimento à população

Em comemoração ao Dia do Magistrado e do Advogado (11/8), a Magistratura paulista estará representada pela presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), Vanessa Mateus, no evento contra a violência doméstica, organizado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), no Rio de Janeiro. O ato, aos pés do Cristo Redentor, reuniu o presidente e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux e Dias Toffoli, respectivamente; o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins; o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz; entre outras autoridades.

A data de 11/8 lembra a inauguração das primeiras faculdades de Direito do Brasil em 1827, por ordem do imperador Dom Pedro I: a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (SP) e a Faculdade de Direito de Olinda (PE).

Mais de 190 anos depois das primeiras faculdades, o curso de Direito ocupa o primeiro lugar no ranking de matrículas, (879.23) em cursos de graduação, segundo o último Censo da Educação Superior, publicado em 2018 pelo Ministério da Educação.

De lá para cá, o acesso ao conhecimento jurídico não apenas se democratizou, como ganhou novos contornos que não o das salas de aulas, mas o das redes sociais. A exemplo de muitas profissões que foram modificadas com esse fenômeno, com a Magistratura não foi diferente.

Os juízes que antes habitavam o imaginário popular em um local longínquo vestindo peruca branca e toga, hoje são acessados a qualquer momento e em qualquer lugar por meio de seus perfis e páginas nas principais redes sociais em um esforço de se aproximar da sociedade com o compartilhamento de conhecimento, ampliando a prestação do serviço público.

É o caso de Guilherme Madeira. O professor de Direito Penal soma mais de 150 mil seguidores no Instagram e quase 98 mil visualizações no YouTube, canais em que aborda temas de “Processo Penal e Direitos Humanos, sempre buscando explorar os diversos pontos de uma questão”.

O projeto MM. Justiça, das juízas da Comarca de Assis Mônica Tucunduva e Marcela Papa, promete uma “Justiça descomplicada e mais próxima do cidadão”. Com pouco mais de um ano de vida, o perfil no Instagram já tem quase 2 mil seguidores e ganhou até um espaço na rádio local, que reprisa as lives gravadas no perfil.

Na seara da prestação do serviço público, Cristina Escher, juíza da Comarca de Botucatu, criou um perfil do Instagram para discutir violência doméstica, abuso sexual no lar e violência em geral diante dos números alarmantes que ganharam o noticiário durante a pandemia.

Nas proximidades, em Bauru, a juíza Marina Freire se engajou na missão de levar leitura por videoconferência a crianças acolhidas institucionalmente. Em sua página no Instagram, ela também recebe ajuda dos “leitores amigos” que desejam ceder seu tempo à brincadeira educacional.

Mais de 250 km adiante no centro-oeste paulista, em Adamantina, a juíza Ruth Duarte Menegatti uniu-se à psicóloga Denise Freire para promover “novas posturas na educação” e “um olhar crítico para o trabalho de contação de história”, com o objetivo de combater a violência contra a criança e o adolescente. No DenunciArte, projeto que une Direito, Educação e Psicologia, elas analisam romances, contos, crônicas e poesias que retratam a violência com diferentes nuances interpretativas, em um cenário que se repete ininterruptamente na vida real.

Por: Portal Marilienseem

Avocar Comunicação – Bárbara Garcia – Beth Munhoz.