APENAS UM OLHAR NESTE ENCONTRO CASUAL… – Sérgio Barbosa – Artigos

“Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio.” (William Shakespeare)

Sérgio Barbosa (*)


Não sei quando o conheci e assim por diante, mas, talvez aqueles olhares trocados entre ambos os lados possam explicar alguma coisa sem muitas palavras…


Tudo pode se resumir no OLHAR de um lado para o outro, assim, cada qual pode tentar identificar os detalhes que não estão de acordo com o padrão das relações humanas…


Para conhecer o outro, não tem como explicar o início das trocas que estão em jogo, portanto, o OLHAR pode fazer a diferença em meio aos desencontros do cotidiano que faz parte daquele momento sublime…


Apenas que por meio deste OLHAR tudo pode se resumir em uma aproximação casual entre ambos os lados, talvez não possa acontecer nada demais neste cenário um tanto quanto silencioso…


O poder do OLHAR sempre está acima das palavras trocadas em busca de um diálogo que nem sempre vai de encontro ao esperado, portanto, a simplicidade deve estar sempre por perto dos fatos…


As trocas nada simbólicas estão sempre nas proximidades daquele OLHAR sem perder o horizonte de uma estrada qualquer, porém, a velocidade nestas idas e vindas deve estar sempre em sintonia entre ambos os lados…


De que adianta estar com aquele OLHAR de sempre e não conseguir ser o mesmo do outro dia que se foi sem mais e sem menos, por isso tudo deve ser resolvido como se fosse uma surpresa…


Das diversas interpretações existentes para um simples OLHAR, pode-se tentar entender o outro sem muitas dúvidas sobre o passado que está no presente…


Se aquele outro OLHAR que se perdeu nas contradições de um outro tempo estiver de acordo, acredita-se que tudo pode ser diferente daqui pra frente para os dois lados…


Não se deve levar em conta as despedidas que estão sendo preparadas por meio de um único OLHAR, haja vista as opções de uma existência atrelada às divagações que ocorreram no outro tempo…


Também, este OLHAR determina o futuro que está em jogo para uma conexão sem limites nos conceitos que foram as marcas deste encontro casual, portanto, são tentativas em meio às buscas deste momento…


SÓ QUEM SABE DESTE OLHAR PODE SER CASUAL…


(*) jornalista diplomado e professor universitário.
E-MAIL: barbosa.sebar@gmail.com